domingo, 5 de agosto de 2012

Times com mais títulos na América do Sul

Em abril, publiquei o ranking dos times com mais títulos no futebol brasileiro. Como a lista fez sucesso, decidi expandir o levantamento para todo o continente.

Primeiro, explico os critérios para este ranking. Foram incluídos na lista apenas os 10 países da Conmebol (ou seja, Guianas e Suriname ficam de fora). Os títulos computados estão divididos em 7 categorias:

- Campeonato nacional (A): é o torneio doméstico mais importante; em alguns países, pode haver 2 por ano (Apertura e Clausura). No Brasil, entram nesta categoria o Campeonato Brasileiro, o Robertão e a Taça Brasil.

- Copa nacional (B): é o segundo torneio doméstico em importância. Só é considerada no máximo 1 copa em cada país. O título também só vale quando tratar-se de um torneio autônomo, não um classificatório para o campeonato nacional. No Brasil, equivale à Copa do Brasil.

- Copa Libertadores (C)

- Mundial (D): títulos da Copa Intercontinental e do Mundial de Clubes.

- Outros torneios sul-americanos (E): inclui títulos da Copa Sul-Americana, Copa Conmebol, Supercopa, Copa Mercosul e Copa Merconorte.

- Recopa Sul-Americana (F)

- Torneios locais (G): campeonatos que abrangem apenas parte do país. Só são considerados quando tenham um mínimo de prestígio e não sejam meros classificatórios para o campeonato nacional. No caso do Brasil, foram contados os Campeonatos Estaduais e os Regionais (Rio-SP, Sul-Minas, etc.).

Outros títulos, como os “Torneos de Verano”, torneios classificatórios (ex.: Liguillas Pré-Libertadores), competições festivas ou troféus disputados em poucos anos, não são considerados – mesmo que tenham sido muito comemorados pela torcida do clube à época.

Vale ressaltar que, para os times brasileiros, os critérios usados foram exatamente os mesmos do ranking nacional. A única diferença é que, nesta lista, já estão incluídos os títulos conquistados no 1º semestre de 2012.

Com base nesses critérios, os 50 times com mais títulos na América do Sul são:

Pos
Time
País
A
B
C
D
E
F
G
Total
1
Peñarol
Uruguai
48

5
3



56
2
ABC
Brasil






52
52
3
Nacional
Uruguai
44

3
3

1

51
3
Internacional
Brasil
3
1
2
1
1
2
41
51
5
Cruzeiro
Brasil
2
4
2

2
1
39
50
6
Bahia
Brasil
2





46
48
7
Boca Juniors
Argentina
30
1
6
3
3
4

47
8
Olimpia
Paraguai
39

3
1
1
2

46
8
Grêmio
Brasil
2
4
2
1

1
36
46
10
Paysandu
Brasil






45
45
11
Atlético-MG
Brasil
1



2

41
44
12
Flamengo
Brasil
6
2
1
1
1

32
43
12
Sport
Brasil
1
1




41
43
14
Remo
Brasil






42
42
15
Colo Colo
Chile
29
10
1


1

41
15
Corinthians
Brasil
5
3
1
1


31
41
15
Ceará
Brasil






41
41
15
Nacional-AM
Brasil






41
41
19
Santos
Brasil
8
1
3
2
1

25
40
20
Palmeiras
Brasil
8
2
1

1

27
39
20
Fortaleza
Brasil






39
39
22
River Plate
Argentina
34

2
1
1


38
22
São Paulo
Brasil
6

3
3
2
2
22
38
24
Fluminense
Brasil
3
1




33
37
24
Coritiba
Brasil
1





36
37
24
CSA
Brasil






37
37
27
Rio Branco-ES
Brasil






36
36
28
América-RN
Brasil






34
34
29
Vasco
Brasil
4
1
1

1

25
32
29
Sampaio Corrêa
Brasil






32
32
29
Sergipe
Brasil






32
32
32
Independiente
Argentina
16

7
2
3
1

29
32
Cerro Porteño
Paraguai
29






29
32
Rio Branco-AC
Brasil






29
29
32
Vitória
Brasil






29
29
36
Bolívar
Bolívia
21





7
28
37
Ríver-PI
Brasil






27
27
38
Botafogo
Brasil
2



1

23
26
38
CRB
Brasil






26
26
38
Goiás
Brasil






26
26
38
Santa Cruz
Brasil






26
26
42
Universitario
Peru
25






25
42
The Strongest
Bolívia
11





14
25
42
Botafogo-PB
Brasil






25
25
45
Mixto
Brasil






24
24
45
Moto Clube
Brasil






24
24
47
LDU Quito
Equador
10

1

1
2
9
23
48
Alianza Lima
Peru
22






22
48
Atlético-PR
Brasil
1





21
22
50
Atlético Roraima
Brasil






21
21
50
Náutico
Brasil






21
21

Nota-se o grande número de times brasileiros na lista: são 38 das 51 equipes. E o motivo para esse domínio é evidente: os campeonatos estaduais, que “inflam” a lista de troféus das equipes do País. Com exceção dos brasileiros, só bolivianos e equatorianos também contam com títulos locais – e, ainda assim, em quantidade muito menor que no Brasil.

Há outros fatores que distorcem o ranking: países como a Argentina têm dois campeões nacionais há algum tempo, coisa que não acontece no Equador, por exemplo. Além disso, países com torneios mais antigos e campeonatos mais polarizados tendem a contar com mais representantes no ranking e em melhores posições – o que explica a presença de dois uruguaios entre os 3 primeiros colocados.

Apesar das falhas, este ranking tem a seu favor a objetividade: são contados todos os títulos relevantes, e ponto final. Mas será que não seria mais justo excluir os torneios regionais da lista, ou então contar só os títulos internacionais? No próximo texto, falarei sobre essas possibilidades.